A pesca da tainha em Santa Catarina entrou em nova fase com a liberação do emalhe anilhado e do emalhe costeiro de superfície. A medida vale para todo o litoral catarinense e amplia as técnicas disponíveis aos pescadores artesanais, com impacto direto na produção e na economia pesqueira do estado.
O calendário federal autoriza o emalhe anilhado de 15 de maio a 31 de julho. Para o emalhe costeiro de superfície, embarcações de até 10 AB podem operar até 15 de outubro, enquanto as acima de 10 AB seguem o mesmo período do anilhado, encerrando em 31 de julho.
A safra 2026 começou com cota ampliada para Santa Catarina. O estado recebeu 1.094 toneladas para emalhe anilhado e 2.070 toneladas para emalhe costeiro de superfície, dentro do total de 8.168 toneladas destinadas às regiões Sudeste e Sul. Segundo a Secretaria de Aquicultura e Pesca de SC, houve aumento médio de 20% nas cotas em relação ao ciclo anterior.
O acompanhamento da temporada será centralizado pelo programa PesqBrasil – Monitoramento. Os pescadores devem enviar mapas de bordo, declarações de produção e ova, além de manter rastreamento por satélite. Para o emalhe anilhado, o uso de rastreador experimental é obrigatório.
“A nossa secretaria vai acompanhar toda essa safra. Queremos que o pescador catarinense faça uma excelente safra da tainha 2026”, destacou o secretário Fabiano Müller.
A pasta orienta que os pescadores respeitem as normas e fiscalizações de cada modalidade para garantir equilíbrio entre sustentabilidade e a tradição cultural e econômica da tainha em Santa Catarina.






