Novas projeções climáticas voltaram a acender o sinal de atenção em Santa Catarina diante da possibilidade de formação de um novo episódio de El Niño ainda em 2026. O fenômeno, associado ao aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, pode aumentar o volume de chuvas e elevar o risco de eventos climáticos extremos no estado, principalmente entre o fim do inverno e a primavera.
Os dados mais recentes divulgados por centros internacionais de monitoramento climático indicam que o Pacífico vem apresentando aquecimento gradual nas últimas semanas, cenário acompanhado de perto por meteorologistas e órgãos de defesa civil.
Chuvas intensas preocupam autoridades
A principal preocupação envolve a possibilidade de temporais mais frequentes e acumulados elevados de chuva em curto período de tempo. Em Santa Catarina, esse tipo de configuração costuma aumentar os riscos de alagamentos, enchentes, deslizamentos de terra e transtornos em áreas urbanas e regiões de encosta.
Especialistas alertam que os impactos do El Niño variam conforme a intensidade do fenômeno e as características de cada região. Enquanto algumas cidades podem registrar apenas períodos mais chuvosos, outras podem enfrentar ocorrências mais severas ligadas ao excesso de precipitação.
Governo prepara medidas preventivas
Diante das previsões, o governo estadual já trabalha em ações preventivas para acelerar respostas em caso de agravamento do cenário climático.
A expectativa é que o governador Jorginho Mello assine nos próximos dias um decreto de alerta climático com validade preventiva, permitindo maior agilidade na liberação de recursos para municípios em situações emergenciais.
A Defesa Civil estadual também informou que vem reforçando investimentos em monitoramento meteorológico, prevenção e preparação das equipes técnicas para os próximos meses.
Primavera costuma ser período mais crítico
Historicamente, episódios de El Niño provocam aumento das chuvas no Sul do Brasil, especialmente durante a primavera. Em eventos anteriores, cidades catarinenses registraram enchentes, danos em estradas, quedas de barreiras e prejuízos em áreas urbanas e rurais.
Apesar do alerta, especialistas reforçam que os modelos climáticos seguem em atualização constante e que a intensidade final do fenômeno ainda dependerá da evolução das temperaturas no Oceano Pacífico ao longo dos próximos meses.







