O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), deve permanecer no comando do governo estadual até o fim do mandato e não disputar a Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão, segundo informações de bastidores políticos, envolve fatores pessoais, estratégicos e eleitorais.
Entre os principais motivos apontados está a resistência familiar à candidatura. De acordo com aliados, o apresentador Ratinho, pai do governador, teria se manifestado contrariamente à possibilidade de uma disputa presidencial, demonstrando preocupação com a exposição política e seus possíveis reflexos sobre a família.
Sucessão no Paraná também influenciou decisão
Outro fator considerado relevante foi o cenário da sucessão estadual. Como Ratinho Júnior não pode disputar a reeleição, a definição de um nome para a continuidade de seu grupo político passou a ser vista como prioridade.
O cenário teria se tornado mais desafiador após movimentações políticas recentes, incluindo a possível candidatura do senador Sergio Moro ao governo do Paraná, o que poderia alterar o equilíbrio da disputa eleitoral.
Nesse contexto, a permanência no cargo permitiria ao governador acompanhar mais de perto o processo sucessório e a articulação política para a eleição estadual.
Permanência evita mudança no comando do Estado
Caso decidisse disputar a Presidência, Ratinho Júnior teria que deixar o cargo até o início de abril, conforme a legislação eleitoral. Com isso, o vice-governador Darci Piana assumiria o comando do Estado.
Nos bastidores, a avaliação política seria de que a permanência garantiria maior controle sobre as articulações relacionadas à sucessão.
Nomes ainda não estão definidos
Até o momento, o governador não anunciou oficialmente quem poderá receber seu apoio na disputa pelo governo estadual. Entre os nomes mencionados nos bastidores políticos estão o secretário das Cidades, Guto Silva, e o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi.
Estratégia política
A decisão de não disputar a Presidência também é interpretada por analistas políticos como um movimento estratégico, priorizando a consolidação da base política no estado e a continuidade do grupo no comando do governo paranaense.
Fonte: Metrópoles









