A Marinha do Brasil e órgãos de defesa civil emitiram alertas severos para o início de janeiro de 2026, indicando que o mar ficará extremamente agitado entre o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro, com impacto direto sobre o litoral catarinense. Em algumas regiões, as ondas podem atingir ou até ultrapassar os 4 metros de altura, elevando o risco para banhistas, pescadores e embarcações.
O trecho mais crítico está entre o litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, especialmente entre Chuí e Laguna, onde são esperadas ondas entre 3 e 5 metros, com ressaca ativa entre este sábado (3) e domingo (4). Já no trecho entre Laguna e Arraial do Cabo (RJ), a previsão aponta ondas de até 4,5 metros em áreas oceânicas, além de ressaca com ondas entre 2,5 e 4 metros na faixa costeira.
Atenção redobrada no Litoral Norte
Embora o alerta destaque áreas mais ao sul do Estado, as autoridades reforçam que todo o litoral catarinense pode sentir os efeitos da ressaca, incluindo o Litoral Norte. Nessas condições, o mar costuma apresentar correntes mais fortes, variação brusca do nível da água e aumento do risco de arrastamento, mesmo em pontos considerados mais tranquilos.
A recomendação é que moradores e turistas evitem o banho de mar, não permaneçam em costões, pedras, trapiches ou ciclovias próximas à orla, e redobrem a atenção com crianças e animais. Atividades de pesca e navegação devem ser suspensas enquanto o alerta estiver em vigor.
Fenômeno está associado à passagem de frente fria
Segundo os órgãos de monitoramento, a ressaca ocorre após a passagem de uma frente fria pelo oceano, que provoca ventos intensos, instabilidade e queda nas temperaturas, agravando significativamente as condições do mar nos próximos dias.
No Rio de Janeiro, por exemplo, o alerta prevê ressaca a partir da tarde de sábado (3), com ondas entre 2,5 e 3 metros, permanecendo até a manhã de segunda-feira (5), o que reforça a abrangência do fenômeno ao longo da costa brasileira.
Em caso de emergência
Em situações de risco ou emergência no mar, a orientação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou a Defesa Civil pelo 199. As autoridades pedem que a população siga as recomendações oficiais e evite atitudes que coloquem vidas em perigo durante o período de alerta.











