Uma operação da Polícia Civil de Santa Catarina desarticulou, nesta quarta-feira (5), um esquema de comércio ilegal de aves silvestres que atuava nas cidades de Joinville e Garuva. A ação, batizada de Operação Anilha Profana, resultou na prisão de quatro pessoas, no cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão e no resgate de diversas aves mantidas ilegalmente em cativeiro.
Coordenada pela Delegacia de Proteção Animal (DPA), a operação mobilizou cerca de 60 policiais civis. As investigações apontam que o grupo utilizava anilhas e documentos falsificados para dar aparência de legalidade a aves retiradas da natureza e comercializadas de forma clandestina.
Entre os animais resgatados estão duas araras-canindé, um papagaio-verdadeiro e diversas aves passeriformes. Todos foram encaminhados aos órgãos ambientais responsáveis, onde passarão por avaliação e cuidados antes de uma possível reintrodução ao habitat natural.
Durante a operação, o principal investigado foi preso preventivamente. Outras três pessoas foram presas em flagrante por apresentarem documentação falsa, como notas fiscais e certificados de origem utilizados para mascarar a procedência ilegal dos animais.
A Justiça também determinou o sequestro de um imóvel pertencente ao principal suspeito, por haver indícios de que o bem tenha sido adquirido com recursos obtidos por meio da atividade criminosa.
De acordo com a Polícia Civil, o esquema vinha sendo monitorado há vários meses e fazia parte de uma rede especializada no tráfico de animais silvestres. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e possíveis compradores das aves comercializadas ilegalmente.
O tráfico de animais silvestres é considerado um dos crimes ambientais mais lucrativos do mundo e representa uma grave ameaça à biodiversidade brasileira, além de colocar em risco espécies nativas e o equilíbrio dos ecossistemas.






