Diligência foi realizada na tarde desta segunda-feira (24) e busca novos elementos para aprofundar investigação sobre suposta atuação de organização criminosa no cenário político local.
O município de Itapoá voltou a ser alvo de uma nova diligência do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) nesta segunda-feira (24).
A ação é um novo desdobramento da Operação Catilina, investigação conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) que apura a suposta atuação de uma organização criminosa com o objetivo de exercer influência sobre o cenário político local.
Segundo o MPSC, o novo mandado de busca e apreensão foi cumprido na tarde de segunda-feira, pelo GAECO, em apoio à 39ª Promotoria de Justiça da Capital.
A medida foi autorizada pela Vara Estadual de Organizações Criminosas (VEOC) e teve como objetivo recolher novos elementos de interesse da investigação.
Investigado estaria dificultando localização
Um dos pontos destacados pelo Ministério Público neste novo desdobramento é que a diligência também teve como objetivo alcançar um dos investigados que, segundo os elementos reunidos até o momento, estaria adotando medidas para dificultar sua localização pelas autoridades.
Os materiais eventualmente apreendidos nesta nova fase serão analisados e poderão contribuir para novas diligências e para o aprofundamento das apurações.
O que a Operação Catilina investiga
A Operação Catilina foi deflagrada em 29 de julho de 2026, quando foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em endereços vinculados a três investigados, todos em Itapoá.
A investigação teve origem em informações encaminhadas à 1ª Promotoria de Justiça de Itapoá.
De acordo com o MPSC, existem indícios de que a suposta organização criminosa buscaria ampliar sua influência no município por meio do apoio a determinados candidatos e de ações destinadas ao fortalecimento de sua atuação territorial.
Entre as suspeitas investigadas estão a possível distribuição de benefícios e auxílios em comunidades sob influência do grupo para obtenção de apoio político.
A apuração também menciona relatos de que moradores poderiam ter sido constrangidos a demonstrar apoio a determinados candidatos, além de possíveis episódios de intimidação e ameaças contra pessoas consideradas opositoras.
O Ministério Público também investiga possíveis relações entre agentes políticos, empreendimentos privados e integrantes da suposta organização criminosa, em uma estrutura que, em tese, poderia estar voltada ao atendimento dos interesses do grupo.
Investigação continua sob sigilo
O procedimento permanece sob sigilo judicial. Por isso, o MPSC não divulgou detalhes sobre o endereço onde o novo mandado foi cumprido, nem informou publicamente a identidade do investigado mencionado nesta etapa.
Os materiais recolhidos serão submetidos à análise e poderão subsidiar novas diligências. A investigação também poderá apontar a existência de outros possíveis envolvidos, conforme o avanço das apurações.
Até o momento, não há condenação relacionada aos fatos investigados, e os envolvidos são considerados investigados, com direito à ampla defesa e ao contraditório.
A Operação Catilina segue em andamento e novas informações poderão ser divulgadas pelo Ministério Público quando houver autorização para tornar públicos elementos do procedimento.







