O governador do Paraná, Ratinho Junior, confirmou nos bastidores que pretende deixar o cargo em abril de 2026 para disputar a Presidência da República. A saída antecipada segue o calendário eleitoral e abre espaço para uma reorganização do cenário político no Estado.
Com a desincompatibilização, que é o afastamento obrigatório do cargo para quem pretende disputar eleições, o vice-governador Darci Piana deve assumir o comando do Palácio Iguaçu. O movimento sinaliza a nacionalização do projeto político de Ratinho Junior e tende a influenciar diretamente as articulações para a sucessão estadual.
Nos bastidores, partidos e lideranças já avaliam os impactos da possível candidatura presidencial. O ambiente político é considerado favorável ao governador, especialmente diante da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro pelo Partido Liberal, o que pode abrir espaço para novas composições no campo da centro-direita.
Apesar de ainda não haver uma confirmação formal de apoio do presidente nacional do Partido Social Democrático, Gilberto Kassab, a avaliação interna é de que o governador prefere garantir as condições legais para concorrer. A decisão, segundo aliados, busca evitar a perda do momento político.
Caso a candidatura à Presidência não se consolide, existe ainda a possibilidade, considerada remota, de Ratinho Junior disputar uma das cadeiras do Paraná no Senado Federal. Até lá, o cenário segue em construção e deve ganhar novos capítulos ao longo de 2026.











