A dragagem do canal de acesso à Baía Babitonga, no Litoral Norte catarinense, segue em andamento e começa a alterar de forma concreta a estrutura portuária da região. A intervenção, que conecta os portos de São Francisco do Sul e Itapoá, tem como meta permitir a entrada de embarcações maiores e aumentar a eficiência logística.
Até agora, milhões de metros cúbicos de sedimentos já foram retirados do fundo da baía, em um processo que envolve a retirada, transporte e destinação do material.
Canal mais profundo para navios maiores
O principal objetivo da obra é ampliar a profundidade do canal para até 16 metros. Com isso, o complexo portuário poderá operar navios de grande porte, com maior capacidade de carga, o que tende a impactar diretamente a movimentação econômica da região.
Atualmente, alguns trechos já apresentam profundidade próxima do padrão final, enquanto outros ainda passam por intervenções, especialmente em áreas que exigem ajustes para facilitar as manobras das embarcações.
Intervenção também altera a faixa de areia em Itapoá
Parte do material retirado do fundo da baía está sendo reaproveitada em outro tipo de intervenção: o alargamento da faixa de areia em Itapoá.
O processo, conhecido como engordamento de praia, já avançou em parte do litoral e deve atingir um total de vários quilômetros de extensão. Em alguns pontos, a largura da faixa de areia aumentou de forma significativa, modificando o cenário da orla.
O restante do material é destinado a uma área autorizada em alto-mar, conforme exigências ambientais.
Parceria entre setor público e privado viabiliza obra
A execução do projeto ocorre por meio de um modelo conjunto entre o Porto de São Francisco do Sul e o Porto Itapoá. A maior parte dos recursos vem da iniciativa privada, com previsão de retorno ao longo dos próximos anos, conforme o aumento da movimentação portuária.
Esse tipo de parceria é considerado um modelo ainda pouco comum no país para intervenções desse porte.
Impacto deve ser sentido a médio prazo
A expectativa é que, com a conclusão da dragagem, prevista para 2026, a Baía Babitonga passe a integrar um grupo mais restrito de regiões brasileiras capazes de receber navios de grande dimensão.
Além do impacto direto na operação portuária, a mudança pode refletir no aumento da competitividade logística e no fortalecimento econômico do Norte de Santa Catarina.







