Um pacote de obras viárias deve redesenhar o acesso à região portuária de Itapoá nos próximos anos. O conjunto reúne recursos estaduais e do acordo de royalties entre Santa Catarina e Paraná, somando quase R$ 600 milhões em intervenções rodoviárias.
Duplicação da SC-416
No lado catarinense, o principal projeto é a duplicação da SC-416. A rodovia tem 25 quilômetros e liga a BR-101 ao município de Itapoá. É considerada a principal porta de entrada para o complexo portuário e atende diariamente caminhões, trabalhadores, moradores e turistas.
A licitação foi autorizada pelo Governo de Santa Catarina e o edital está em preparação para publicação. O investimento estimado é de R$ 223 milhões.
Segundo estudos técnicos usados no planejamento, o aumento constante do tráfego, principalmente de veículos pesados, pressiona a capacidade atual da via e eleva o risco de congestionamentos e conflitos viários. A obra ganhou relevância com a expansão logística prevista para a região.
Obras com recursos de royalties: R$ 365 milhões
O acordo firmado entre SC e PR envolvendo compensações de royalties destina outros R$ 365 milhões para obras complementares no eixo Garuva–Itapoá–divisa com o Paraná.
As intervenções previstas são:
- Duplicação da SC-417 entre a divisa SC/PR e o entroncamento com a SC-416;
- Interseções em desnível para melhorar a fluidez e reduzir cruzamentos;
- Adequações no acesso Leste de Garuva;
- Implantação do Contorno de Garuva, criando alternativa ao tráfego urbano;
- Novo viaduto na BR-101;
- Elaboração de projetos, estudos ambientais e acompanhamento técnico.
Parte dos novos trechos deverá utilizar pavimento rígido em concreto, tecnologia usada em corredores com circulação intensa de caminhões.
Conexão com outros investimentos
A duplicação da SC-416 se soma a outras transformações no entorno da Baía da Babitonga. Entre elas estão o aprofundamento do canal de acesso portuário, a ampliação da capacidade dos terminais e novas conexões rodoviárias com o Paraná.
O objetivo é preparar a infraestrutura regional para absorver o crescimento econômico dos próximos anos, reduzindo gargalos logísticos e melhorando o deslocamento entre litoral, interior e área portuária.







