Diagnóstico contratado pelo Governo de Santa Catarina analisa a viabilidade de transporte por embarcações entre cinco municípios; uma das ligações prioritárias prevê travessia entre o Pontal e o Centro Histórico de São Francisco do Sul.
Uma nova possibilidade de conexão entre Itapoá e São Francisco do Sul entrou no radar dos estudos de mobilidade regional. O Governo de Santa Catarina está avaliando a viabilidade de implantar novas linhas de transporte aquaviário na Baía da Babitonga, incluindo uma possível ligação entre o Pontal, em Itapoá, e o Centro Histórico de São Francisco do Sul.
O diagnóstico abrange cinco municípios do Norte catarinense: Itapoá, Joinville, São Francisco do Sul, Araquari e Balneário Barra do Sul. Juntos, eles concentram aproximadamente 841 mil habitantes, população que poderá ser beneficiada caso as novas conexões sejam consideradas viáveis.
O trabalho foi iniciado em abril de 2026 e tem previsão de conclusão até dezembro. A análise considera aspectos técnicos, econômicos e ambientais para avaliar a implantação de um sistema de transporte aquaviário na região, com utilização de barcas, ferryboats ou embarcações semelhantes.
Ligação entre Itapoá e São Francisco do Sul
Entre as alternativas consideradas prioritárias está a travessia entre o Pontal, no sul de Itapoá, e o Centro Histórico de São Francisco do Sul.
A proposta chama a atenção pela possibilidade de criar uma nova alternativa de deslocamento entre os dois municípios, hoje dependentes principalmente dos acessos terrestres para esse percurso.
A existência de estruturas portuárias nas proximidades dos dois pontos é um dos aspectos considerados na avaliação. Entretanto, ainda será necessário verificar as condições de navegação, a estrutura necessária para embarque e desembarque, a demanda de passageiros e os custos de implantação e operação.
Outra ligação mencionada no diagnóstico prevê uma conexão entre a região da praia do Ervino, em São Francisco do Sul, e Balneário Barra do Sul.
Estudo não significa obra aprovada
Embora as possibilidades despertem interesse para a mobilidade regional, é importante destacar que a inclusão das rotas no diagnóstico não significa que as travessias estejam aprovadas ou tenham data definida para começar a funcionar.
O levantamento deverá apontar quais ligações apresentam condições para implantação e operação, considerando a viabilidade técnica, econômica e ambiental.
Na agenda de demandas de infraestrutura da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) para 2026, o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) do transporte aquaviário na Baía da Babitonga aparece com valor estimado de R$ 2,05 milhões.
Mobilidade e integração regional
Para Itapoá, uma eventual ligação aquaviária com São Francisco do Sul poderá representar uma alternativa de transporte para moradores, trabalhadores e visitantes, além de ampliar as possibilidades de integração turística e econômica entre os municípios.
O resultado do diagnóstico, previsto para o final deste ano, deverá esclarecer quais rotas poderão avançar e quais condições serão necessárias para transformar as propostas em serviços efetivos de transporte.
Até lá, a possibilidade de uma travessia entre o Pontal e São Francisco do Sul permanece em avaliação.
Fontes: NSC Total (coluna de Jefferson Saavedra), Revista Economia do Mar, Tribuna de Itapoá e Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC).
Apuração: Jornal Em Foco.






