Mostra reúne obras e referências da trajetória da artista durante o período em que viveu no município e segue aberta à visitação até 20 de dezembro.
Uma simples embalagem de bala, encontrada no chão de uma rua de Curitiba, mudou a trajetória artística de Efigênia Rolim. Aos 60 anos, ela descobriu novas possibilidades criativas em materiais descartados e construiu uma obra singular, que lhe rendeu reconhecimento nacional e o apelido de Rainha do Papel de Bala.
Essa história ganha destaque em Itapoá com a exposição Efigênia Rolim: entre o mar e a mata, em cartaz na sede da Associação de Defesa e Educação Ambiental (ADEA). Com entrada gratuita, a mostra apresenta obras e referências da produção da artista durante o período em que viveu no município, aproximando arte, natureza e sustentabilidade.
Aberta ao público desde 2 de outubro, a exposição pode ser visitada às sextas-feiras, sábados e domingos, das 17h às 20h, até 20 de dezembro de 2026.
Daquilo que seria descartado à arte reconhecida
A produção de Efigênia Rolim transforma embalagens, papéis e outros materiais em esculturas, personagens, vestimentas e instalações. Seu trabalho propõe um olhar diferente sobre objetos considerados sem utilidade e questiona a relação da sociedade com o consumo e o descarte.
O reconhecimento de sua obra ultrapassou as fronteiras do Paraná. Trabalhos da artista integram o acervo do Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba, e sua trajetória inclui participações em exposições como a Bienal Internacional de Curitiba.
Entre as distinções recebidas estão o Prêmio Culturas Populares Mestre Duda, concedido pelo Ministério da Cultura em 2007, e a Ordem do Mérito Cultural, na classe de Comendadora, recebida em 2008.
A relação com Itapoá
Efigênia chegou a Itapoá em setembro de 2018 e viveu no município por pouco mais de três anos. Nesse período, o contato com o mar, a Mata Atlântica e a diversidade natural da região ampliou as referências presentes em seu universo criativo.
É essa relação entre a artista e o território que orienta a exposição Entre o mar e a mata. A natureza aparece não apenas como cenário, mas como elemento presente em sua criação e como convite à reflexão sobre outras formas de perceber o ambiente.
As filhas da artista continuam vivendo no município, contribuindo para preservar sua memória e seu legado.
Exposição também recebe estudantes
Além da visitação aberta ao público, a mostra recebe estudantes da rede municipal de ensino de Itapoá. As atividades educativas abordam temas como criatividade, consumo consciente, descarte de resíduos, meio ambiente e reaproveitamento de materiais.
Para auxiliar os professores, o ADEArte desenvolveu um material pedagógico com propostas que podem ser trabalhadas antes, durante e depois das visitas.
A programação também prevê oficinas gratuitas nas próximas semanas. As datas e informações sobre inscrições serão divulgadas no Instagram do projeto, em @adearte.itapoa.
Serviço
Exposição: Efigênia Rolim: entre o mar e a mata
Visitação: até 20 de dezembro de 2026
Horário: sextas-feiras, sábados e domingos, das 17h às 20h
Local: sede da ADEA — Associação de Defesa e Educação Ambiental
Endereço: Avenida Brasil, 631, bairro Maresias, Itapoá (SC)
Entrada: gratuita
Informações: @adearte.itapoa
A exposição integra o ADEArte, iniciativa da ADEA voltada à aproximação entre arte, educação e sustentabilidade. O projeto é realizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura, via Ministério da Cultura, com patrocínio da Coamo e do Porto Itapoá e apoio da ADEA.






