Dados do Ministério da Pesca apontam 81,9 toneladas no arrasto de praia e 130,93 toneladas no emalhe anilhado no litoral catarinense.
Santa Catarina mantém o protagonismo na pesca nacional com mais uma safra da tainha expressiva. Dados atualizados do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) mostram que as modalidades monitoradas em 2026 já somam mais de 200 toneladas capturadas no litoral do estado.
Até agora, o arrasto de praia registrou 81,9 toneladas. Já o emalhe anilhado alcançou 130,93 toneladas, reforçando a força da pesca artesanal durante a temporada.
Tradição que move o litoral
Além do peso econômico, a safra da tainha é um dos períodos mais tradicionais do calendário catarinense. Em diversas cidades litorâneas, o arrasto de praia reúne famílias, moradores e turistas nos ranchos de pesca, mantendo viva uma prática passada entre gerações.
A atividade também impacta gastronomia, comércio e turismo, principalmente nos meses de maior movimento nas praias.
Economia e sustentabilidade
Para a Secretaria de Estado da Aquicultura e Pesca, os números reforçam a relevância da pesca para Santa Catarina e o compromisso dos profissionais com uma atividade legal e sustentável.
O secretário Fabiano Müller Silva destacou o alcance da safra:
“A pesca em Santa Catarina tem uma importância cultural e econômica muito forte. A safra da tainha mobiliza o nosso litoral de norte a sul e movimenta turismo, gastronomia e comércio, garantindo o sustento de centenas de famílias catarinenses. A frente da Secretaria temos a missão de garantir o ordenamento e a sustentabilidade da atividade. A modalidade de arrasto de praia movimenta os ranchos e é uma grande festa. Esperamos que seja uma excelente safra”.
Além de gerar emprego e renda nas comunidades costeiras, a safra preserva tradições culturais que fazem parte da identidade catarinense, principalmente onde o arrasto se transforma em evento acompanhado por moradores e visitantes.






