A maior obra de alargamento de praia do Brasil segue em ritmo acelerado em Itapoá, no Litoral Norte de Santa Catarina. Com mais da metade do projeto executado, a intervenção já modificou cerca de cinco quilômetros da orla, ampliando a faixa de areia e reforçando a proteção da costa em áreas que sofriam com a erosão marítima.
Os trabalhos começaram em outubro de 2025 e seguem operando 24 horas por dia. Até o momento, já foram depositados aproximadamente 3,4 milhões de metros cúbicos de areia, dentro de um projeto que prevê a recuperação de 8,8 quilômetros de praia ao longo do município.
Proteção costeira e impacto urbano
A obra contempla trechos das praias Figueira do Pontal, Pontal do Norte e Princesa do Mar, regiões que historicamente enfrentaram danos provocados pelo avanço do mar. Além de proteger a linha costeira, o projeto também tem reflexos diretos no desenvolvimento urbano e turístico, ao criar uma nova configuração da orla e ampliar os espaços de uso público.
Para a execução do serviço, está sendo utilizada tecnologia de dragagem marítima. A areia é transportada a partir da Baía da Babitonga, onde estão localizados os portos de São Francisco do Sul e Itapoá, garantindo o reaproveitamento controlado de sedimentos.
Operação em números e previsão de conclusão
Desde o início da obra, já foram realizadas mais de 390 operações de transporte de areia. A draga utilizada tem 166,5 metros de comprimento e capacidade para carregar até 18 mil metros cúbicos de sedimentos por viagem, retirados a profundidades de até 16 metros.
O volume total previsto para a intervenção é de 6,4 milhões de metros cúbicos de areia, mais que o dobro do utilizado na conhecida obra da Praia Central de Balneário Camboriú. A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos ainda em 2026, consolidando Itapoá como referência nacional em infraestrutura costeira e recuperação ambiental de orlas marítimas.











