A duplicação da SC-416 deu mais um passo importante nesta semana com a abertura das propostas das empresas interessadas em executar a obra entre Garuva e Itapoá, no Norte de Santa Catarina. O investimento máximo previsto é de R$ 223 milhões, e o processo licitatório segue agora para a fase de análise da documentação das participantes.
O projeto contempla 25 quilômetros de duplicação, considerados estratégicos para a logística catarinense por ligarem a BR-101 ao Porto Itapoá e ao futuro terminal da Coamo, cuja entrada em operação está prevista para 2027.
Um dos diferenciais da obra será a execução de uma nova pista paralela à rodovia existente, permitindo que o tráfego continue fluindo durante grande parte da construção. Somente após a conclusão da nova estrutura as pistas atuais passarão por restauração, também recebendo pavimento em concreto.
A estratégia busca reduzir os impactos para motoristas e transportadores, especialmente diante do intenso fluxo diário de caminhões que utilizam o corredor para o escoamento de cargas destinadas ao complexo portuário.
O cronograma estabelece prazo de 18 meses para a execução das obras, contado após a conclusão da etapa de elaboração do projeto executivo.
Impacto econômico
A duplicação da SC-416 é considerada uma das principais intervenções de infraestrutura logística em andamento no Norte de Santa Catarina. A expectativa é aumentar a segurança viária, reduzir o tempo de deslocamento e ampliar a capacidade da rodovia para acompanhar o crescimento das operações do Porto Itapoá e dos novos investimentos previstos para a região.
Nos últimos anos, o Porto Itapoá vem registrando sucessivos recordes de movimentação de cargas e expandindo sua capacidade operacional. Com a chegada do novo terminal da Coamo, a tendência é de aumento significativo no fluxo de veículos pesados, tornando a melhoria da SC-416 essencial para evitar gargalos logísticos.
Desafios
Apesar do avanço da licitação, especialistas destacam que a duplicação, por si só, não resolverá todos os desafios da mobilidade regional. Será necessário manter investimentos contínuos em acessos urbanos, sinalização, segurança viária e integração com outras rodovias para garantir que o crescimento da atividade portuária seja acompanhado por uma infraestrutura compatível.
Para Itapoá, a obra representa mais do que uma melhoria no trânsito: é um investimento estratégico que reforça a posição do município como um dos principais polos logísticos e portuários do Sul do Brasil.






