AMUNESC, AMPLANORTE e AMVALI foram a Brasília defender inclusão da EF-485 nos estudos federais. Reunião com ANTT será em 10 de junho.
Uma articulação de entidades municipais colocou o transporte ferroviário de passageiros de volta ao debate no Norte catarinense. Representantes da AMUNESC, AMPLANORTE e AMVALI, com apoio do Consórcio Intermunicipal de Mobilidade Urbana (CIMU), estiveram em Brasília nesta semana.
O grupo defende a inclusão do transporte de passageiros na futura estrutura da EF-485, ferrovia historicamente voltada só para cargas. O pedido foi apresentado ao Fórum Parlamentar Catarinense e a órgãos federais.
Objetivo: entrar nos estudos nacionais
A ideia é inserir o trecho nos estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental que avaliam novos projetos ferroviários no país. Ainda não há definição sobre implantação do serviço.
Cidades no trajeto
A proposta contempla ligação entre São Francisco do Sul, Joinville, Jaraguá do Sul, São Bento do Sul e Mafra. O corredor conecta áreas industriais, urbanas e portuárias.
A ferrovia em discussão tem cerca de 170 km e corta uma região com mais de 1,6 milhão de habitantes e polos econômicos importantes para SC.
Alternativa às rodovias
Hoje a região enfrenta trânsito intenso, crescimento urbano e forte circulação de caminhões. As entidades defendem que o trem de passageiros seja uma alternativa complementar às rodovias, com deslocamentos mais previsíveis.
Entre os argumentos está o potencial de reduzir a pressão sobre o sistema rodoviário regional, usado tanto por moradores quanto pelo transporte de cargas.
Próximo passo
Foi agendada reunião para 10 de junho com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O encontro foi articulado pela Secretaria Executiva de Articulação Nacional do Governo do Estado em Brasília.
Neste momento, a discussão está na etapa inicial: garantir que Santa Catarina entre no radar dos estudos que podem embasar decisões futuras.







