Um encontro realizado recentemente em Itapoá reuniu mulheres que atuam na pesca artesanal em um momento de troca de experiências, fortalecimento coletivo e debate sobre os desafios enfrentados pela categoria.
A iniciativa promoveu o intercâmbio de conhecimentos entre trabalhadoras do setor, abordando desde as dificuldades da rotina da pesca até temas como direitos trabalhistas, valorização profissional e a importância da atividade para a economia local e a segurança alimentar.
Desafios da profissão
Durante as discussões, foram destacados os obstáculos enfrentados pelos profissionais da pesca, incluindo questões relacionadas à legislação, reconhecimento da atividade e acesso a políticas públicas voltadas ao setor.
Também foram debatidas as dificuldades específicas enfrentadas pelas mulheres na atividade, como a dupla jornada de trabalho, os desafios físicos da profissão e as desigualdades ainda presentes no mercado de trabalho.
Tradição e sustento de famílias
Além do aspecto econômico, o encontro também ressaltou o valor cultural da pesca artesanal, vista como uma tradição transmitida entre gerações e fundamental para o sustento de diversas famílias do litoral.
As participantes também destacaram o papel da atividade na preservação de práticas tradicionais e no fortalecimento da identidade das comunidades pesqueiras.
Organização coletiva
O evento contou com o envolvimento de lideranças locais, representantes de movimentos sociais, entidades religiosas, sindicatos e integrantes da própria comunidade pesqueira, que atuaram na organização das atividades.
Segundo as organizadoras, iniciativas como essa buscam ampliar a visibilidade do trabalho das mulheres na pesca e incentivar a construção de políticas públicas mais inclusivas para o setor.









