Moradores do Balneário Bamerindus e regiões próximas questionam o acúmulo de água junto à faixa de areia após chuvas e períodos de maré alta; situação é observada após as intervenções de engorda da praia
A poucos meses do início da temporada de verão, moradores e frequentadores do Balneário Bamerindus e de regiões próximas da orla de Itapoá chamam a atenção para um problema que começa a preocupar: a formação de grandes áreas de acúmulo de água junto à faixa de areia.
Imagens registradas no local mostram pontos em que a água permanece represada, formando verdadeiras lagoas e dificultando a circulação e o acesso à praia.
Segundo moradores, o fenômeno não ocorre somente depois das chuvas. Em determinados pontos, a água também permanece ou se acumula após períodos de maré alta, levantando questionamentos sobre o comportamento da água na nova configuração da faixa de areia.
A situação é observada depois da execução da obra de engorda da orla, uma intervenção de grande porte que modificou a configuração da faixa de areia em diferentes trechos do litoral de Itapoá.
O que está acontecendo com a água?
A questão central não é simplesmente a existência de água depois de uma chuva ou de uma maré alta. O que chama a atenção é a formação e a permanência de grandes áreas alagadas em determinados pontos da praia.
Por isso, o problema precisa ser analisado considerando conjuntamente as chuvas, a influência da maré, o nível do terreno, a nova configuração da faixa de areia e as condições naturais de drenagem e escoamento da água.
A pergunta feita por moradores é direta:
Essas lagoas são uma condição temporária da obra ou será necessária alguma intervenção para melhorar o escoamento da água?
O que dizem os documentos da obra
A documentação oficial relacionada ao empreendimento prevê acompanhamento da conformação da faixa de areia, levantamentos e monitoramentos destinados a acompanhar o comportamento da área após a intervenção.
O licenciamento ambiental também estabelece programas de monitoramento relacionados à dinâmica costeira e às condições da área impactada pelo empreendimento.
Esse acompanhamento poderá indicar se a atual configuração da praia está se comportando conforme o previsto ou se serão necessárias medidas complementares.
No caso das áreas onde a água permanece acumulada, torna-se importante saber se esses pontos já foram identificados pelo monitoramento e, principalmente, qual providência está prevista caso seja constatado que o escoamento não está ocorrendo de maneira adequada.
Quem acompanha e quem responde?
A situação já é de conhecimento público. Moradores e usuários da praia vêm registrando e publicando imagens, além de fazer reclamações sobre os pontos de acúmulo de água, mostrando que o problema não passou despercebido por quem frequenta a região.
Diante da repercussão e das sucessivas manifestações sobre a situação, torna-se necessário esclarecer quem acompanha esses pontos, quais avaliações já foram realizadas e quais providências poderão ser adotadas caso seja constatada a necessidade de alguma adequação.
A documentação oficial do empreendimento estabelece responsabilidades relacionadas à execução e ao acompanhamento da intervenção, além de prever medidas de monitoramento ambiental.
Por isso, a questão que permanece é objetiva: o problema já identificado por moradores e usuários da praia está sendo acompanhado pelos responsáveis e existe alguma medida prevista para solucioná-lo antes da temporada de verão?
A temporada está chegando
A preocupação dos moradores aumenta porque Itapoá se aproxima de mais uma temporada de verão.
No último verão, a utilização de trechos da praia já foi afetada pelas intervenções relacionadas à obra de engorda. Agora, existe o receio de que, mesmo com o avanço das etapas da intervenção, novos problemas prejudiquem o acesso e a utilização da faixa de areia.
Para moradores, comerciantes e turistas, a expectativa é que eventuais problemas sejam identificados e solucionados antes da chegada do período de maior movimento.
Não se trata apenas de uma questão estética. Se as áreas de água permanecerem extensas ou dificultarem a circulação, o problema passa a envolver diretamente o acesso à praia e a utilização do espaço público.
Perguntas que precisam de respostas
Diante do cenário observado, algumas questões precisam ser esclarecidas pelos responsáveis pelo empreendimento e pelos órgãos competentes:
- A formação das lagoas está relacionada à nova configuração da faixa de areia após a engorda?
- O fenômeno ocorre dentro das condições previstas no projeto e no licenciamento?
- Como a influência das marés foi considerada no comportamento da nova faixa de areia?
- Existe monitoramento específico desses pontos após chuva e maré alta?
- Essas áreas já foram identificadas nos levantamentos realizados após a intervenção?
- Existe previsão de alguma medida de drenagem, nivelamento ou outra adequação?
- Caso seja necessária uma intervenção, quem será responsável por executá-la?
- Existe prazo para que eventuais correções sejam realizadas antes da temporada de verão?
Moradores querem uma solução antes do verão
A preocupação dos moradores não é apenas registrar o problema, mas saber qual é a solução prevista.
Com a temporada se aproximando, existe pouco tempo para que eventuais problemas sejam avaliados e corrigidos.
A obra de engorda modificou significativamente a configuração da praia e, como ocorre em grandes intervenções costeiras, o comportamento da nova faixa de areia precisa ser acompanhado ao longo do tempo.
Agora, o que moradores e usuários da praia querem saber é se as lagoas observadas após as chuvas e as marés altas são uma situação passageira ou se exigirão alguma intervenção.
O Jornal Em Foco acompanha o caso e buscará junto aos responsáveis pelo empreendimento e aos órgãos competentes esclarecimentos sobre o monitoramento realizado, as causas dos acúmulos de água e as medidas previstas para os próximos meses.
A pergunta que fica
A poucos meses da temporada de verão, haverá tempo para identificar e solucionar os pontos de acúmulo de água antes que moradores e turistas voltem a enfrentar dificuldades para utilizar a praia?






