EVTEA entra na reta final e tem participação direta de Itapoá, Joinville, São Francisco do Sul e Garuva
A futura ponte sobre a Baía da Babitonga, entre a região da Vigorelli, em Joinville, e o distrito do Saí, em São Francisco do Sul, entra na reta final do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) com uma projeção de aproximadamente 1,2 mil metros de extensão.
Mas o projeto vai muito além de uma nova ligação entre Joinville e São Francisco do Sul. Itapoá está diretamente envolvida no empreendimento, tanto no financiamento do estudo quanto nas possíveis conexões rodoviárias que poderão ampliar o acesso ao município.
O EVTEA é custeado conjuntamente pelos quatro municípios da região: Joinville, São Francisco do Sul, Itapoá e Garuva. Do valor do estudo, Joinville responde por 40%, São Francisco do Sul por 30%, Itapoá por 20% e Garuva pelos 10% restantes.
Ponte terá cerca de 1,2 mil metros
As projeções analisadas até agora apontam para uma estrutura com cerca de 1,2 quilômetro, extensão semelhante à Ponte de Guaratuba, no Paraná, que possui 1.244 metros.
A futura estrutura também será maior que a Ponte Joinville, atualmente em obras, que terá aproximadamente 980 metros.
O EVTEA analisa diferentes alternativas de traçado, além de aspectos de engenharia, tráfego, meio ambiente, custos e acessos rodoviários.
A conclusão do estudo está prevista para dezembro de 2026, após a prorrogação do prazo contratual.
Itapoá pode ganhar uma nova porta de entrada
Para Itapoá, um dos pontos mais relevantes está justamente nos acessos previstos pelo estudo.
Uma das alternativas analisadas considera uma nova ligação pela parte continental de São Francisco do Sul, evitando a passagem do tráfego pesado pela área urbana da Vila da Glória e conectando essa região ao sul de Itapoá, próximo à área portuária.
Na prática, a implantação desse sistema viário poderá criar uma nova rota de acesso ao município e aproximar ainda mais Itapoá, Joinville e São Francisco do Sul.
O impacto potencial é especialmente relevante para uma cidade que possui forte atividade turística e portuária.
A própria Prefeitura de Itapoá já destacou anteriormente o interesse do município na construção da ponte, justamente pela possibilidade de melhorar o acesso à cidade e reduzir distâncias nas ligações com Joinville e São Francisco do Sul.
Quatro municípios unidos pelo projeto
A participação de Itapoá e Garuva mostra que a proposta deixou de ser tratada apenas como uma ligação entre duas cidades.
O projeto passou a ser discutido em escala regional, envolvendo os quatro municípios da Amunesc diretamente interessados nos efeitos da nova infraestrutura.
Ainda não existe definição sobre a execução da obra, fonte de recursos ou cronograma para construção. Essas questões deverão avançar somente depois da conclusão do EVTEA, que servirá de base para avaliar a viabilidade do empreendimento e definir os próximos passos.
Se confirmada, a nova ponte poderá representar uma mudança importante na mobilidade, no turismo e na logística de todo o Litoral Norte, com reflexos especialmente significativos para Itapoá, que poderá ganhar uma nova conexão rodoviária com o eixo Joinville–São Francisco do Sul.
Por enquanto, os 1,2 mil metros são uma projeção do estudo. A definição final do traçado, dos acessos, dos custos e do modelo de implantação ainda depende da conclusão do EVTEA.






