Comunidade pesqueira relata insegurança para entrar e sair pelo canal e chama atenção para mudanças também na região de mangue
Pescadores de Itapoá voltaram a chamar a atenção para as condições da saída da barra dos molhes e para as dificuldades enfrentadas por quem depende do local para trabalhar. Segundo relatos da comunidade pesqueira, a configuração do canal após as intervenções realizadas na região não teria ficado adequada para a navegação das pequenas embarcações.
A preocupação ganhou ainda mais força depois que uma canoa acabou afundando durante a tentativa de passagem pelo local. A embarcação foi posteriormente resgatada pelos próprios pescadores.
Segundo os relatos, a entrada e a saída pelo canal exigem atenção redobrada, principalmente para as embarcações menores, utilizadas diariamente pelos trabalhadores da pesca. Os pescadores afirmam que as condições encontradas no local têm dificultado a passagem e aumentado o risco de acidentes.
Mangue também entra na preocupação dos pescadores
Além da situação da barra, os pescadores agora chamam atenção para outro ponto que consideram preocupante: a região de mangue próxima ao local das intervenções.
No novo vídeo encaminhado à reportagem, é possível observar a área de manguezal com água e sedimentos entre a vegetação, inclusive ao redor das raízes das árvores. Para os pescadores, a situação merece acompanhamento, já que qualquer alteração na circulação da água e na movimentação de areia e lama pode interferir diretamente em um ambiente importante para a vida marinha e para a própria atividade pesqueira.
A preocupação da comunidade é que as mudanças provocadas pelas intervenções na região possam estar modificando a dinâmica natural da água e dos sedimentos. Essa, porém, é uma percepção apresentada pelos pescadores e precisa ser avaliada tecnicamente pelos órgãos responsáveis.
Para quem vive da pesca, o problema vai além da dificuldade de navegar. A região dos molhes e do mangue faz parte do ambiente utilizado pela comunidade pesqueira há anos, e qualquer alteração pode trazer consequências para o trabalho e para o ecossistema.
Os pescadores defendem que a situação seja acompanhada de perto e que sejam avaliadas tanto as condições do canal de navegação quanto os possíveis impactos sobre o manguezal.
A preocupação central dos pescadores é uma só: que a solução para a região não crie novos problemas para quem depende do mar e para o próprio meio ambiente.






