Projeto em desenvolvimento pretende recuperar um dos rios mais importantes do município, restaurando áreas degradadas, fortalecendo a drenagem urbana e criando um novo espaço de convivência para a população.
O Rio Mendanha, um dos principais cursos d’água de Itapoá, está no centro de um projeto que pode transformar não apenas sua paisagem, mas também a relação da cidade com um de seus mais importantes patrimônios naturais.
Após décadas de intervenções provocadas pelo crescimento urbano, ocupações nas margens e alterações na vegetação nativa, o rio começa a dar os primeiros passos rumo à recuperação ambiental. A Prefeitura de Itapoá iniciou os estudos técnicos para a elaboração de um projeto de revitalização, com investimento de R$ 64 mil.
Os levantamentos começaram em junho e devem ser concluídos até outubro deste ano. Nesta fase, especialistas realizam um diagnóstico ambiental detalhado para identificar os impactos existentes e definir as melhores soluções para recuperar o ecossistema.
O projeto contempla o trecho compreendido entre a Avenida André Rodrigues de Freitas e a foz do Rio Mendanha, nas proximidades da tradicional 3ª Pedra, um dos cartões-postais de Itapoá.
Muito além da recuperação das margens
A proposta não se limita ao plantio de árvores ou à melhoria da aparência do local. A intenção é restaurar a mata ciliar, proteger o curso do rio, aumentar a biodiversidade, reduzir os riscos de alagamentos e criar um ambiente agradável para lazer, caminhadas e contemplação da natureza.
A bióloga da Prefeitura de Itapoá, Mariana Lima, destaca que o envolvimento da comunidade será fundamental para o sucesso da iniciativa.
“O objetivo é transformar o local em um espaço valorizado pela população, incentivando também a preservação desse patrimônio natural. A recuperação da mata ciliar contribui para reduzir o risco de inundações e favorecer a biodiversidade.”
Um rio que acompanha a história de Itapoá
O Rio Mendanha faz parte da identidade do município. No entanto, o avanço da urbanização ao longo dos anos modificou significativamente suas características naturais.
Segundo o Diagnóstico Socioambiental de Itapoá, o rio é um dos exemplos mais evidentes dos impactos provocados pela ocupação urbana desordenada. A retirada da vegetação nativa, a introdução de espécies exóticas e diversas intervenções nas margens comprometeram o equilíbrio ambiental da região.
Em resposta a essa realidade, o município aprovou, em 2022, uma Lei Complementar que estabelece critérios para as Áreas de Preservação Permanente (APPs) e define as faixas não edificáveis ao longo do Rio Mendanha, buscando garantir maior proteção ao curso d’água.
Um investimento no futuro da cidade
A recuperação do Rio Mendanha representa mais do que uma obra ambiental. É um investimento na qualidade de vida, na segurança da população e na valorização de um espaço que poderá se tornar referência em preservação ambiental e convivência urbana.
Em uma cidade que cresce rapidamente e se consolida como um dos principais polos de desenvolvimento do litoral catarinense, preservar seus recursos naturais é tão importante quanto investir em infraestrutura.
Se executado conforme o planejamento, o projeto poderá devolver ao Rio Mendanha parte de sua função ecológica e oferecer às futuras gerações um ambiente mais saudável, bonito e sustentável.
Jornal Em Foco
Fonte das informações: NSC e Prefeitura de Itapoá.







