Praia Figueira do Pontal será o último trecho beneficiado pela recomposição costeira realizada pelo Porto Itapoá e Porto São Francisco do Sul
As obras de alargamento da faixa de areia das praias de Itapoá estão chegando à etapa final. A Praia Figueira do Pontal será o último trecho contemplado pelo projeto de recomposição costeira executado pelos Portos de Itapoá e São Francisco do Sul, em parceria com outras instituições envolvidas na dragagem do canal de acesso à Baía da Babitonga.
A previsão é que os trabalhos de alimentação artificial da praia tenham início na próxima sexta-feira, dia 26. Nesta fase, serão depositados sedimentos ao longo de aproximadamente 800 metros da orla, concluindo o processo de recuperação e ampliação da faixa de areia no município.
No último sábado, dia 20, foi finalizada a intervenção na Praia Princesa do Mar, marcando mais um avanço importante na execução do projeto. Com isso, a obra já atingiu 93% de conclusão. Dos 8,8 quilômetros previstos no cronograma, 7,3 quilômetros já receberam areia, ampliando a proteção costeira e fortalecendo a infraestrutura turística e ambiental da região.
A recomposição costeira ocorre paralelamente às obras de dragagem e aprofundamento do canal externo da Baía da Babitonga, uma das mais importantes intervenções de infraestrutura portuária em andamento no Sul do Brasil. O projeto busca não apenas melhorar as condições de navegação e operação dos portos da região, mas também compensar os impactos costeiros por meio da recuperação das praias de Itapoá.
De acordo com o presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira, a iniciativa representa um marco para o desenvolvimento regional, conciliando crescimento econômico, eficiência logística e preservação ambiental.
O presidente também destacou o modelo de parceria considerado inédito no país, que viabiliza simultaneamente o alargamento e aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga e a recomposição da faixa de areia das praias de Itapoá.
Após a conclusão da dragagem, o canal de acesso à Baía da Babitonga passará a ter profundidade suficiente para receber navios de até 366 metros de comprimento. Com isso, o complexo portuário da região estará entre os poucos do Brasil aptos a operar embarcações desse porte com carga máxima, ampliando a competitividade logística e fortalecendo a economia catarinense.






