Motoristas de caminhão que atuam no transporte de cargas ligadas ao Porto de Itapoá estiveram no pátio disponibilizado pela Prefeitura para verificar se o espaço é suficiente para atender a demanda gerada pelas novas restrições de circulação na cidade.
A visita ocorreu em meio à implementação da Operação “Ordem no Fluxo”, que retoma a fiscalização sobre veículos que transportam contêineres e cargas portuárias. As medidas seguem regras previstas na Lei Municipal nº 139/96 e nos Decretos nº 4.172/19, 6.564/24 e 6.565/24.
Segundo caminhoneiros que participaram da avaliação, o pátio não teria capacidade para receber sequer uma pequena parte da frota que circula diariamente pela via José Alves, um dos principais acessos utilizados pelos veículos que se dirigem ao porto.
Verificação prática da área
Durante a visita, os profissionais analisaram o espaço disponível para estacionamento das carretas, as condições para manobra e também os acessos de entrada e saída do pátio.
De acordo com a avaliação feita no local, a área não teria dimensão suficiente para acomodar a quantidade de veículos que aguardam diariamente autorização para acesso ao terminal portuário.
Os caminhoneiros levaram em consideração o tamanho médio das composições utilizadas no transporte de cargas, que incluem cavalo mecânico e carreta, além do espaço necessário para circulação e manobras seguras.
Regras e possibilidade de multas
Conforme comunicado divulgado pela Polícia Militar, motoristas que descumprirem as regras de circulação podem ser autuados.
O documento prevê que o não cumprimento das normas pode resultar em multas previstas no Código de Trânsito Brasileiro, além de sanções administrativas municipais e até remoção do veículo para desobstrução de vias.
Entre os caminhoneiros, existe a preocupação de que a falta de espaço adequado para aguardar o acesso ao porto possa levar à aplicação de penalidades mesmo quando não há alternativa viável de estacionamento.
Situação levanta impasse
Na avaliação de alguns profissionais da categoria, o cenário cria um impasse operacional: respeitar as restrições impostas e não encontrar local suficiente para aguardar ou permanecer em vias proibidas e correr o risco de autuação.
Além do impacto financeiro causado por possíveis multas ou remoções, motoristas também relatam preocupação com a pressão enfrentada no exercício da atividade.
Debate sobre logística e infraestrutura
A discussão ocorre em um município cuja economia possui forte ligação com a atividade portuária. Nesse contexto, a circulação de caminhões faz parte da dinâmica logística da região.
Para caminhoneiros autônomos, a situação reforça a necessidade de planejamento e infraestrutura adequada para organizar o fluxo de veículos sem comprometer o trabalho dos profissionais responsáveis pelo transporte de cargas.
O tema reacende o debate sobre soluções estruturais capazes de conciliar organização do trânsito urbano e eficiência da operação portuária.
Fonte: Jornalista Cesar Malinoski – JP5007/SC








